…iniciando… Miles Davis

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Helsink, 1964. Foto: Reijo Koskinen. Fonte: Reprodução

“Havia muitos músicos jovens incapazes de enfrentar a agressividade contra o novo estilo de jazz com a mesma autoconfiança extrovertida de Dizzy Gillespie. No fim da década de [19]40 já havia sinais de uma mudança de atitude para com o público. […] Este novo estilo foi chamado cool e se desenvolveu em torno do jovem pistonista do quinteto de Charlie Parker, Miles Davis […].

No quinteto de [Charlie] Parker   [Miles seguiu] tocando numa série de clubes barulhentos, escuros e apinhados em Nova York. Ele ainda era um jovem consciente e amplamente sensível, tristemente sabedor das suas limitações técnicas e ainda inseguro de sua capacidade criativa […].  Davis contou a [Max] Hentoff alguns dos problemas que Parker apresentava à sua seção rítmica.

 

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Retrato de Tommy Potter, Charlie Parker, Max Roach (quase escondido por Parker), Miles Davis e Duke Jordan (da esquerda para a direita), Three Deuces, New York, N.Y. Autor: William P. Gottlieb.: Reprodução

‘… lembro-me como em certas ocasiões ele virava a seção rítmica de trás para diante, quando ele e eu, Max e Duke Jordan estávamos tocando juntos. Como se nós tivéssemos tocando blues e Bird começasse com onze compassos a seção rítmica continuando como antes e Bird também parecia que ele estava em um terço em vez de dois quartos. Sempre que isso acontecia Max gritava para Duke não seguir Bird mas continuar como estava. Então casualmente acontecia como Bird planejava e nós estávamos juntos novamente’. […]

Sob a influência de [Gil] Evans e [Gerry] Mulligan, Davis deu o seu maior passo afastando-se do estilo musical do quinteto de Parker. […] O maior local de jazz de Times Square, o Royal Roost, já se havia tornado um dos maiores empregos em Nova York e Davis tentou conseguir lá uma brecha para seu grupo, no outono… ”

 

Samuel B. Charters e Leornard Kunstadt. A história do Jazz nos palcos de Nova York. Rio de Janeiro: Lidador, 1962.

 

 

Na Página e Categoria Medium-de-reflexão

 

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